Governo estuda aprovação de Política de Cotas para Deficientes
A política de cotas para negros, desde sua implementação, sempre causou polêmica e esteve na boca do povo. Porém quase nada se escuta sobre a política de cotas para portadores de deficiência. Estariam estas pessoas esquecidas?
Pelo contrário, o congresso parece que voltou os olhos para os Portadores de Deficiência e estuda a criação de 10% das cotas das faculdades destinado para estas pessoas.
Atualmente, até temos instituições que possuem alguma cota para portadores de deficiência. Porém o número destas instituições é muito pequena (estipula-se que apenas 19 das 249 instituições públicas do país possuam alguma política de cotas para deficientes).
Apesar do governo estudar a aprovação desta cota para deficientes, percebe-se que ele esqueceu de pensar em vários problemas que caminham na contramão desta idéia.
Primeiramente o despreparo tanto das instituição como a dos próprios professores em saber como lidar com estas pessoas. Tomemos como exemplo um aluno com alguma perda de visão. Muitos professores não estão preparados para dar aulas para este tipo de aluno, muito menos as instituições estão preparadas para atendê-lo de forma digna e que não prejudique o seu aprendizado.
O segundo problema é algo que vai bem mais a fundo. A questão da escolaridade dos portadores de deficiência. Muitos não chegam nem a completar o ensino médio, isso por conta das escolas e professores despreparados, do preconceito que sofrem ao decorrer da vida escolar. Com isso, os portadores de deficiência acabam “desanimando” de estudar e largam a escola.
Assim sendo, acredita-se que antes de aprovarem uma política de cotas para portadores de deficiencia, é necessário que se realize uma reforma completa na educação, adaptando as escolas e reciclando os professores, para que assim todos estejam preparados para recebê-los.
Somente assim, estes alunos estarão preparados para frequentar uma faculdade e aumentar o pequeno número de alunos, que hoje em dia lutam e enfrentam todas as barreiras impostas pela sociedade para um dia realizar o sonho de se formar.
